O Vôo

Fenix

02 avril 2007

PINTURA NAÏF

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A palavra naïf não parece a mais adequada para definir este estilo pictórico, pois dá-lhe uma conotação infantil, pouco séria ou demasiado simples. Esta expressão, que permanece até os dias de hoje, foi adoptada no final do século XIX, a partir do surgimento de Henri Rousseau que fez parte do movimento modernista, expondo no famoso “Salão dos Independentes de Paris”, ao lado de Seurat, Toulouse-Lautrec, Gauguin e Van Gogh, todos malditos e renegados pela sociedade intelectual da época.

O artista naïf busca a inspiração na sua experiência de vida, na sua terra natal, na beleza e nos momentos intensos de sua infância que, muitas vezes, no caso dos brasileiros, são reminiscências alegres. Invariavelmente, a arte naïf será uma expressão de âmbito nacional, dos usos e costumes da região de cada artista. Países como França, Croácia, Sérvia, Haiti e, mais recentemente, Brasil, conquistaram um grande destaque no cenário mundial por possuírem um número significativo de excelentes artistas.

Actualmente, a arte naïf conquistou o seu espaço no mundo das artes, sendo aceite como um estilo universal. No Brasil, o movimento iniciou-se apenas na década de 40, com as primeiras exposições de Cardosinho, Sílvia de Leon Chalreo e José António da Silva. A primeira Bienal de São Paulo, no início da década de 50, revelou para o público as obras do pintor e músico Heitor dos Prazeres, considerado o primeiro artista naïf brasileiro. Somente a partir da década de 60 a arte naïf brasileira alcança uma maior notoriedade, quando emergem pintores como Elza O.S, Isabel de Jesus, Ivonaldo, António Poteiro, José Sabóia, Tamanini e tantos outros.

O Brasil de enormes contrastes e dimensão continental, com uma cultura resultante de inúmeras outras, é um canteiro fértil para o surgimento de artistas valiosos e originais. Os pintores naïfs procuram captar a perspectiva brasileira de olhar a realidade circundante. Por consequência, armazenam na memória colectiva do povo uma documentação visual dos seus usos e costumes, comportamentos urbanos e regionais, sem intelectualismo, com a visão simples de quem vê as coisas puras da vida.

Dentro do panorama brasileiro, destaca-se Ivonaldo Veloso de Melo, nascido em Caruaru, Pernambuco. Iniciou-se como autodidata em 1969. Em sua estadia de cinco anos na Europa, expôs em Galerias de vários países: Alemanha, Itália, França, Bélgica, Jugoslávia e Holanda. A partir de 1980, realizou exposições individuais no Sul e Nordeste do Brasil e no exterior: EUA e Holanda. Foi premiado no Concurso Internacional de Pintura Primitiva Moderna (Prix Suisse et Prix Europe de Peinture Primitive Moderne), realizado anualmente pela Galeria Pro Arte Kasper, na Suíça. (Post baseado no artido de Jacques Ardies, marchand, fundador da Galeria Jacques Ardies).

Algumas obras de Ivonaldo, belíssimas!

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Posté par Fenix à 22:56 - PINTURA - Commentaires [2] - Permalien [#]

Commentaires

    parabens

    parabens pl seu site.....sou pintora naif portuguesa seu site esta lindo tem k colocar + telas!!!!!1 abraço

    Posté par maria tereza, 25 février 2009 à 21:17
  • Esse "Arrasta-pé" do Ivonaldo, está óptimo!

    Posté par Lou, 14 avril 2007 à 16:31

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